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Futebol no feminino

Esta semana fez-se história no futebol português, e não foi por causa de de uma qualquer jogada de génio ou de uma partida memorável. Fez-se história porque, pela primeira vez, uma mulher foi inscrita como delegada num jogo do principal escalão do futebol sénior masculino em Portugal.

A ex-futebolista Mariana Vaz Pinto tornou-se, aos 26 anos, Team Manager do Belenenses SAD, depois de ter desempenhado as mesmas funções na secção de futebol feminino do Sporting. Na passada segunda-feira, dia 25 de outubro, o seu nome foi inscrito na ficha do jogo que opôs o seu clube ao Boavista, no estádio do Bessa, a contar para a Liga Portugal bwin.

Num post nas redes sociais dedicado ao acontecimento, os azuis defenderam que “nenhuma atividade profissional deve estar barrada por questões de género” e que a competência deve estar “acima de qualquer fator”. A Liga também assinalou o feito, escrevendo por sua vez que “Mariana Vaz Pinto entrou (…) na história do futebol profissional ao sentar-se no banco do​​​​ Belenenses SAD como Team Manager”.

Porque é que algo que, no fim de contas, deveria ser perfeitamente normal, é assinalado como um feito histórico? Porque em plena segunda década do século vinte e um, não abundam, mesmo a nível mundial, casos de mulheres ocupando cargos de dirigismo no futebol sénior masculino.

As razões para este facto têm raízes profundas, assentes em séculos de descriminação e luta pelos direitos das mulheres em todas as áreas, incluindo no desporto. Inicialmente exclusiva dos homens, a prática desportiva foi sendo lentamente aberta também às mulheres, à custa de conquistas inspiradoras de atletas femininas, que foram aos poucos derrubando barreiras.

Hoje em dia já é normal que uma mulher pratique voleibol, ténis, futebol ou qualquer outro desporto. No entanto, segundo o projeto “ALL IN: Towards balance gender in sport”, em 2018 só “30% dos desportistas federados em Portugal que praticam modalidades olímpicas” eram mulheres.

No caso do futebol, em 2019 existiam em Portugal cerca de cem mil atletas federados (167 986) e destes, apenas 8 363 eram mulheres. O futebol feminino em Portugal tem tido uma excelente evolução, sendo que atualmente a seleção nacional tem capacidade para se bater com qualquer outra equipa do mundo, mas as suas conquistas não têm ainda a mesma relevância mediática que as dos colegas homens.

Segundo a Forbes, dos 100 desportistas mais bem pagos do mundo em 2017, apenas uma era mulher: Serena Williams. Ainda assim, os seus números eram baixos quando comparados com as maiores estrelas do desporto masculino.

Se mesmo a nível da prática desportiva ainda há um caminho a percorrer até à igualdade plena, na arbitragem , no treino e no dirigismo a situação não é diferente. As mulheres continuam sub-representadas nas instituições desportivas a nível nacional e mundial, mas vão aparecendo alguns casos, como o de Mariana Vaz Pinto, que nos fazem acreditar que, pelo menos no futebol, não vão continuar “fora de jogo” por muito mais tempo.

Lydia Nsekera foi membro do Comité Olímpico Internacional e a primeira mulher a integrar o Conselho da FIFA, em 2013; Em 2014, a portuguesa Helena Costa tornou-se a primeira mulher a treinar uma equipa de futebol sénior masculino numa das principais ligas europeias, o Clermont foot, da 2ª liga francesa; Em 2016, a senegalesa Fatma Samoura assumiu o cargo de Secretária-Geral da FIFA; Em 2020, Stéphanie Frappart tornou-se na primeira mulher a liderar uma equipa de arbitragem num jogo da Liga dos Campeões (Juventus vs Dínamo de Kiev); Mariana Granovskaia, Diretora Executiva do Chelsea,  é considerada pelo The Times com a “mulher mais poderosa da atualidade no futebol”, tendo ficado ligada à reconquista da Champions pelos blues em 2021.

Estes são apenas alguns exemplos que provam que as mulheres têm lugar no “futebol de homens”. E tu, também apostas nisso?

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